Gratidão

Gratidão

A palavra gratidão vem do Latim gratia, a qual se traduz como agradável. Em outras palavras gratidão significa reconhecimento agradável por tudo quanto se recebe de outrem, seja pessoa humana ou divina.

Nesse sentido, o pastor Anderson Almeida tomou como pano de fundo o Salmo 116 para refletir com a igreja sobre a gratidão do salmista, que se inspirou em uma profunda experiência de livramento divino para registrar seus sentimentos em relação a Deus.

Possivelmente o estresse de uma forte ameaça de guerra, acrescido das consequências de uma enfermidade mortal tenham levado o rei a clamar a Deus por socorro, sua última alternativa de salvação. Ele descreve angústias tão profundas ao ponto de cair em tribulação e tristeza. Esse estado psicológico pode causar sensações de prisão, como ele mesmo afirma que se sentia preso em cadeias.

Aprendemos com Ezequias que quando nos encontramos nas piores situações da vida devemos, primeiro, fazer uma autoanálise, no sentido de buscarmos dentro de nós, as melhores alternativas para nossas escolhas. Nesse exercício ele se lembrou da generosidade divina e, assim, apelou a sua alma que voltasse ao sossego habitual nutrido pela paz, esperança e confiança em Deus. O resultado dessa atitude foi o seu efetivo livramento do estado depressivo e o reconhecimento da bondade de Deus. Ele experimentou da misericórdia e da compassividade que dantes não conhecia.

Então passou a testemunhar sobre a graça e a justiça divinas a favor do homem. Percebeu que Deus efetuou-lhe não apenas a cura física e mental, mas também proteção na dimensão espiritual: Deus salvou a minha alma. (v.8).

Num estado de êxtase pela profunda gratidão, observamos o salmista indagando o que ele poderia oferecer ao Senhor por todos esses benefícios. (v.12).

Imaginamos que Ezequias tenha pensado em várias coisas para ofertar a Deus. Precisava ser algo condizente com a obra realizada: salvação da alma, livramento da morte, cura emocional e livramento moral. Este quando afirma: livraste os meus pés da queda. (v.8).

O que estaria à altura de tudo isso, para que o rei oferecesse a Deus?

Acreditamos que sob a orientação divina ele tenha exclamado: Tomarei o cálice da salvação, invocarei o nome do Senhor enquanto viver, pagarei os meus votos na presença de todos, na casa do Senhor e oferecerei sacrifícios de ações de graças. (v.12, 14,17). Em suma, ele decidiu expressar profundo amor ao seu Deus por meio da obediência aos santos preceitos e louvor pelos seus grandes feitos, diante de todos, pelo restante de sua vida.

De acordo com os ensinamentos sagrados entendemos, portanto, que essa é a gratidão que Deus quer que seu povo tenha em mente, no coração e na prática.

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