Re-visão

O pastor Anderson Almeida nos propôs o tema Re-visão, para a ministração de hoje, com a intenção de refletirmos sobre alguém que uma vez teve a visão espiritual perfeita, mas, por causa do pecado, perdeu-a; necessitando agora buscar de Deus  para recuperar a visão das coisas do alto.

Para desenvolver seu pensamento, o pastor nos propôs a leitura de Mc 8. 22-26 e de Lc 24. 30 e 31. No primeiro texto, em que Jesus é apresentado a um cego a fim de curá-lo, o Senhor leva-o para fora da aldeia onde se encontravam e estando lá operou o milagre.

De acordo com esse episódio notamos que para realizar alguns milagres Jesus prefere nos tirar do ambiente impróprio, em que nos encontramos, para um lugar adequado a ação espiritual. Aquele homem também precisava dessa intimidade e da orientação no sentido de não retornar àquela aldeia.

Seguramente a história desse homem cego, que voltou a enxergar, nos trás a simbologia de alguém que sai do reino da luz e quando é resgatado de suas trevas, por meio da luz de Jesus, ele torna a ser iluminado não apenas no sentido físico, como também sua alma passa a participar da Luz que nos trás a paz do nosso Deus.

Suas emoções foram restauradas e equilibradas com a segurança da Luz, pois em sua nova condição seu campo de visão não era apenas terreno.

Como acontece no processo do nosso órgão da visão: a luz penetra as camadas do sistema ocular e chaga ao cérebro invertida, mas ao chegar ele a interpreta e a corrige.

Somente Deus pode corrigir nossa visão ao ponto de compreendermos as coisas espirituais.

Já o segundo texto em que Jesus já ressurreto segue com dois discípulos a caminho de Emaús e lhes indaga sobre o assunto que os preocupava e eles lhe responde se porventura Ele seria o único que não sabia o que se passava em Jerusalém. O texto afirma que seus olhos estavam como que impedidos de reconhecer o Mestre. (v 16). Porém após longa conversa na caminhada, quando param para pernoitar e Jesus parte o pão, na hora da refeição, os olhos dos discípulos se abriram e eles O reconheceram.

O objetivo daquela pergunta, segundo o pastor, foi para que ficasse evidente a compreensão deles sobre a pessoa que os acompanhava; ou mesmo o que eles tinham no coração.  Assim sendo, revelada a deficiência visual dos dois, o Mestre lhes proporciona enxergá-Lo, no momento da comunhão à mesa.

De fato, o pecado é o que pode turvar ou nos fazer perder completamente a visão. Portanto, devemos vigiar em todo tempo, para que não percamos a verdadeira Luz dos nossos olhos.

Para os que já estão afetados por essa turbidez, temos um remédio: no processo da cura Jesus orientou o cego que ele olhasse para cima. Só então ele enxergou perfeitamente. (Tg 1.17) afirma que toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto descendo do Pai das luzes. Diante de Jesus não podemos nos conformar com a visão deficiente, que nos faz ver homens como árvores.

Por fim, com a visão espiritual sã teremos o equilíbrio necessário para avançarmos como servos amados do Deus Todo-poderoso. 
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