A ruína do homem e o escape de Deus

De acordo com os registros dos dois primeiros capítulos do livro de Gêneses, Deus criou todas as coisas; entre elas, Adão e Eva ? os pais da raça humana. Ao casal foi dada a incumbência de governar a criação, sendo ele como autoridade máxima e ela sua auxiliar. As atribuições gerais do casal consistiam em: cultivar a terra, alimentar-se dela, dar nomes a todos os animais, guardar o jardim e manter a própria santidade.

Ao serem colocados no Jardim do Édem (Édem significa lugar de delícias ou paraíso), Deus os orientou a que comessem livremente dos frutos de todas as árvores do jardim, mas havia uma que eles não poderiam tocar: o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.

Vale ressaltar que Adão e Eva foram a coroa da criação de Deus. Tinham um valor especial, pois o criador os fizera com as próprias mãos, sua imagem, semelhança e soprou neles a vida.

Certamente por causa dessa importância, todos os dias o criador os visitava, acreditamos que era somente pelo prazer de conversar com eles. Desfrutar da intimidade com o Senhor já era algo normal e rotineiro para o casal. Contudo certo dia a mulher, influenciada pela serpente, desobedeceu o mandamento divino, comendo do fruto proibido. Se não bastasse, levou seu marido a desobedecer também comendo do que não lhes era permitido.

Interessante que o casal tinha consciência de que não deveria fazer aquilo. Podemos abstrair do texto que até aquele dia eles conviviam bem com a restrição divina, porém no fatídico dia a serpente levantou um questionamento novo para Eva, levando-a a um raciocínio atraente de possibilidade de crescimento tanto intelectual como espiritual. O casal não parou para pensar que a novidade partira de um inimigo mortal.

Dessa feita pecaram e provaram consequências terríveis, sendo que a pior delas foi a perda da comunhão com Deus: a ruína do homem.

Em tempo, essa lição é sobremodo valiosíssima para nós. Não vale a pena desobedecermos os mandamentos da palavra de Deus, por qualquer que seja a experiência ou a dádiva. Para evitar tal desvio de conduta devemos conhecer a Deus e a sua palavra; obedecendo-O com fé e amor.

Em relação à queda do homem, a Bíblia afirma que o salário do pecado é a morte. (Rm 6.23).

Essa condição de pecador perpetuou na raça humana até os dias de hoje. Entretanto Deus planejou um escape para todos quantos creem nEle. Isto é, no sacrifício vicário de Jesus em favor da regeneração daqueles que o aceitarem como salvador.

Jesus veio desfazer as obras do Diabo e reconciliar o homem com Deus. Religar e restaurar a comunhão do Criador com os que houvera caído.

Na oração sacerdotal registrada em Jo 17.11b, Jesus ora ao Pai santo para que guarde os seus servos, para que esses sejam um, assim como Deus e Jesus o são.

Assim, observamos o interesse de Cristo naquele momento: preservar os seus para que se cumpra o propósito fundamental de sua morte.

Portanto, ainda que o pecado tenha nos afastado da presença santa, o amor de Deus por nós e o sangue e Jesus são suficientes para nos redimir de culpas e para nos tornar filhos do Altíssimo.


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